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Terreiro no interior da Bahia é vandalizado pela segunda vez

por Redacao
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Reprodução/Redes sociaisO terreiro Ilê Yabotô Axé Omí Lejikan, em Alagoinhas, foi vandalizado pela segunda vez em menos de um mês, escancarando mais um caso de intolerância religiosa no interior da Bahia. O novo ataque foi percebido na manhã da última segunda-feira (2) e confirmado pela Polícia Civil.Segundo o babalorixá Pai Lucas, os vândalos não só depredaram o espaço como também destruíram e queimaram objetos sagrados, além de jogarem materiais obscenos dentro do terreiro. Um cenário de desrespeito que deixou a comunidade religiosa indignada e abalada.As lideranças do terreiro agiram rápido e buscaram as vias legais. O primeiro ataque havia sido registrado no dia 23 de janeiro, e, diante da reincidência, a preocupação agora é evitar que novos episódios voltem a acontecer.“Registramos um boletim de Ocorrência na 1ª Delegacia Territorial de Alagoinhas e apresentamos denúncia no Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela. Não podemos deixar passar atitudes como estas, que são a demonstração mais evidente da intolerância religiosa que, infelizmente, ainda persiste em nossa sociedade”, disse o babalorixá.Diante da repercussão, a Prefeitura de Alagoinhas se manifestou na quarta-feira (4). Em nota publicada nas redes sociais, a gestão municipal repudiou o ataque e cobrou providências para identificar e punir os responsáveis.“A violência contra os povos de terreiro é expressão direta do racismo religioso que historicamente tenta silenciar, apagar e criminalizar saberes ancestrais que formam a base cultural do nosso povo. Atacar um terreiro é atacar a memória, a identidade e a resistência negra. Intolerância religiosa é crime. Racismo religioso não será tolerado”, declarou.

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