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Surto do vírus Nipah na Índia: Carnaval trás riscos para Bahia? Entenda

por Vinicius Portugal
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Surto do vírus Nipah assusta população da Índia – Imagem Reprodução/NetGeoPort/ShutterstockO mundo acompanha com atenção o novo surto do vírus Nipah registrado na Índia, reacendendo o alerta de autoridades sanitárias internacionais. A doença, considerada altamente letal e sem vacina ou tratamento específico, voltou a preocupar após a confirmação de novos casos no estado de Bengala Ocidental, levando governos e organismos de saúde a reforçarem medidas de vigilância.Segundo informações divulgadas pelas autoridades indianas, cerca de 110 pessoas foram colocadas em quarentena após dois profissionais de saúde apresentarem sintomas no início de janeiro. Eles haviam tido contato com pacientes infectados pelo vírus, que circula na Ásia desde sua identificação, em 1999. Diante do risco de disseminação, países vizinhos intensificaram o controle sanitário, principalmente em aeroportos e fronteiras.O vírus Nipah pode causar infecções respiratórias graves e encefalite, caracterizada pelo inchaço do cérebro, podendo evoluir rapidamente para quadros fatais. A transmissão ocorre entre pessoas e também por meio do contato com animais, especialmente morcegos frugívoros e suínos. Por conta da gravidade da doença, o surto tem sido monitorado de perto por órgãos internacionais de saúde.No Brasil, embora não haja registro de casos, o tema também está no radar das autoridades, principalmente com a proximidade do Carnaval. O Notícias da Bahia procurou a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), que informou que o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) Nacional realizou uma avaliação de risco com base nas evidências disponíveis. O evento foi classificado, neste momento, como de baixo risco para o país, com manutenção do monitoramento contínuo da situação.Ainda de acordo com a Sesab, até o momento não há recomendações específicas para a Rede CIEVS. As autoridades reforçam que o acompanhamento permanece ativo, em consonância com o cenário internacional, e que qualquer mudança no quadro será comunicada aos órgãos de saúde e à população.O Notícias da Bahia também entrou em contato com a Secretaria de Saúde de Salvador (SMS), que apesar da proximidade com o Carnaval afirmou que o monitoramento do vírus é de competência do órgão federal.

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