A ex-esposa do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), Soraya Santos, foi afastada de seu trabalho como médica oftalmologista do Hospital Geral Roberto Santos após se recusar a tomar a vacina contra a Covid-19. Funcionária concursada, Soraya só pode ser demitida por meio de um processo administrativo, mas um decreto do governador Rui Costa (PT) determina que sejam afastados de seus cargos todos os trabalhadores da saúde que não tenham recebido a imunização contra o novo coronavírus.

A oftalmologista, que atende no hospital estadual desde 2011, recebeu uma suspensão inicial de 90 dias, prorrogável pelo mesmo período, segundo o jornal Folha de S.Paulo. Soraya pode ter a suspensão cancelada ou atenuada, caso se vacine neste período.

A Secretaria da Saúde da Bahia informou que até o momento 20 servidores foram afastados por não cumprirem a determinação do governo estadual, mas não comenta casos específicos.

No início de fevereiro, o prefeito declarou que dois dos seus quatro filhos não foram vacinados contra a Covid-19 porque a ex-esposa é contra a aplicação do imunizante em crianças. A fala gerou uma série de críticas dos soteropolitanos

Em uma série de stories salvos, publicados há um ano e meio, Soraya defendeu abertamente a hidroxicloroquina — medicamento sem comprovação científica contra a Covid-19 e bastante enaltecido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). "Eu, particularmente, sou uma entusiasta da hidroxicloroquina. Estou torcendo muito que dê tudo muito certo, mas percebo uma torcida muito grande para que dê tudo errado", diz.

Há um mês, Soraya gravou um novo vídeo questionando a eficácia das vacinas. A médica oftalmologista também se declara contra o passaporte da vacina e o compara ao Apartheid — sistema racista na África do Sul que separava brancos e negros em espaços públicos.

 

 

Fontes: Metro1 e Portal iBahia