Desde a retomada das competições, em meados de 2020, após a paralisação em decorrência da pandemia da covid-19 no Brasil, os jogos de futebol na Bahia estão acontecendo com os portões fechados para o público.

Na última semana, o estado de Minas Gerais liberou um percentual de torcedores nos jogos do Atlético/MG e do Cruzeiro no estádio do Mineirão. Durante o programa "Papo Correria" da terça-feira (24), o governador da Bahia, Rui Costa (PT), pregou cautela sobre o retorno de público aos estádios baianos.

"Acompanhei na semana passada em Minas Gerais, o 'torcida teste', vamos chamar assim, que foi o evento que liberou torcida para fazer um teste. Pelo visto, eles já desistiram, porque não conseguiram minimamente organizar entrada e a presença de torcida no estádio", ressaltou.

"O Brasil perdeu quase 600 mil vidas. Tivemos um drama pessoal, drama familiar, um drama econômico com o fechamento de empreendimento durante dias, semanas. A gente não quer viver aquilo de volta", completou.

O governador alertou que o processo de retomada do público nas arquibancadas será de forma gradual, segura e progressiva. Ele lembrou ainda que eventos testes e a retomada do funcionamento dos bares e restaurantes estão ocorrendo de forma monitorada.

"Vamos com calma, em cada momento a gente vai tomando uma decisão acertada. Os números, graças a Deus, estão caindo. Nós estamos aumentando a presença de eventos. Já estamos admitindo a presença de 500 eventos, já voltamos a funcionar bares, restaurantes. Então vamos com calma porque, logo, logo, com fé em Deus, a gente vai ter condições de ter torcida", completou.

Rui Costa alertou também que fará exigência de comprovação do ciclo vacinal completo contra a Covid-19, para a liberação da entrada dos torcedores.

"Mas vou logo, desde já, avisando que, quando esses espaços, como estádios para jogos estiverem liberados, será obrigatória a apresentação da vacina, inclusive da segunda dose. Vamos encaminhar à Assembleia, a lei estadual", revelou.

"A pessoa pode até ter o direito de decidir se toma ou não a vacina, o que ela não tem é o direito de levar a contaminação para dentro do hospital, para dentro da escola, para dentro do estádio. Isso ninguém tem direito. Então, vamos exigir isso", finalizou.

De acordo com o último boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), divulgado na terça-feira (24), a Bahia registrou 844 pessoas diagnosticadas com a doença e 20 óbitos.