O suor sempre foi um companheiro de Geraldo da Silva. Como boia-fria, ele passava os dias da semana, sob o sol, plantando e colhendo algodão, arroz e feijão em sítios e fazendas ao redor de sua cidade natal, Álvares Machado, interior de São Paulo.

O futebol, em meio às dificuldades até para se alimentar, era algo presente em sua vida. O silêncio sobre a boleia do caminhão, era cortado pelos solavancos e por conversas sobre as partidas da noite anterior. E, somente, aos domingos, Geraldo, nascido em 25 de julho de 1949, se realizava em outro tipo de luta. Pela bola.