Uma das bandeiras de Jair Bolsonaro na campanha presidencial de 2018 era acabar com a suposta mamata que existia no Governo Federal, sobretudo nas gestões petistas. Bem, parece que agora ela é permitida, pois os Generais do governo passaram a receber até R$ 350 mil a mais ao ano após portaria assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a medida, editada em abril do ano passado, permite o acúmulo de salários e aposentadorias acima do teto constitucional, que é de R$ 39,3 mil. 

O maior aumento foi para o general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria-Geral, que teve direito a R$ 874 mil nos 12 meses desde que a portaria foi publicada. Se o teto salarial tivesse sido aplicado, teria havido R$ 350,7 mil a menos em seu contracheque. Após Ramos, o que mais teve o contracheque engordado foi o general Augusto Heleno, ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência, com R$ 866 mil, R$ 342 mil acima do teto constitucional.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, vem em terceiro na lista, com R$ 318 mil a mais em um ano. O general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa, teve R$ 306 mil a mais em um ano. Procurada pelo jornal, a Secretaria-Geral disse que os valores recebidos no contracheque "seguem as orientações do Ministério da Economia", ou seja, jogaram a culpa no ministro Paulo Guedes.

 

Fonte: Metro1 (adaptado)