Uma nova epidemia está se consolidando no país: A epidemia de crimes absurdos, hediondos e por motivos torpes. A da vez agora é de uma mulher, que foi presa na quinta-feira (5) na cidade de Ibiquera, no centro-norte do estado, após confessar que matou o filho de apenas 5 anos envenenado. O crime aconteceu no último domingo (1º) e o motivo, segundo ela, foi porque a criança era “autista, mexia nas panelas e desarrumava a casa”.

De acordo com a polícia civil, a mãe, que não teve o nome divulgado, foi presa em flagrante por policiais da 12ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) de Itaberaba na companhia de outras duas mulheres, que também teriam contribuído no crime. Romério Sampaio Vaz morreu após ser obrigado a tomar veneno para matar ratos, o popular chumbinho. O corpo dele foi ocultado em uma cova rasa aberta na zona rural do município de pouco mais de 4 mil habitantes.

“Quando chegamos na residência da genitora, questionamos onde a criança estava, a mãe primeiramente disse que o filho estava viajando, posteriormente acabou confessando que a criança havia sido morta por ela com chumbinho e depois enterrada na zona rural do município de Ibiquera, cinco quilômetros de distância da cidade”, disse o coordenador da 12ª Coorpin, delegado Geraldo Adolfo.

“[...] alegou que havia colocado chumbinho na água e na comida da criança, no sábado (30), e que no dia seguinte, por volta das 7h, teria encontrado o filho morto, e assim resolveu levá-lo para enterrar. A mãe alegou que resolveu matar o filho porque ele era autista, mexia nas panelas e desarrumava a casa”, completou Adolfo.

Vale destacar que o Senado, em 22 de março deste ano, aprovou o Projeto de Lei (PL) Henry Borel, que endurece as penas para crimes cometidos contra menores de 14 anos no ambiente doméstico. O PL se chama Henry Borel em homenagem ao menino de quatro anos assassinado no Rio de Janeiro, em março de 2021. Um dos pontos centrais desta Lei é o aumento de pena para homicídios de crianças e adolescentes, transformando em crime hediondo, possibilitando assim que os autores destes crimes não sejam anistiados, ganhem indultos, graças ou pagamento de fiança para responderem em liberdade.

A pena de reclusão para esses casos agora são de 12 a 30 anos e em se tratando de pessoas com algum tipo de deficiência cognitiva e/ou física será aumentada em 1/3 (um terço) e se os autores forem parentes próximos, o aumento é de 2/3 (dois terços).

 

Fontes: Bnews / Folha de São Paulo