Praticantes de religiões de matrizes africanas sofrem mais um episódio de intolerância religiosa no estado. Desta vez o fato se deu no terreiro de candomblé Logun Edé, bairro Juca Rosa, na zona norte de Eunápolis, sul da Bahia. De acordo os filhos e filhas do santo do templo, o terreiro foi alvo de intolerância religiosa em duas ocasiões, no último domingo (13) e segunda-feira (14).

Em um vídeo que circula nas redes sociais, publicado por Wilver Moreira, é possível ver parte do terreiro destruído. A destruição, que aconteceu no dia de ontem, foi o segundo ataque sofrido pela casa e é atribuído a membros da igreja Assembleia de Deus. “Filho de Santo nenhum anda na porta de igreja fazendo qualquer tipo de protesto porque acreditamos na liberdade religiosa. Acreditamos que qualquer pessoa tem direito a professar sua fé seja ela qual for. Intolerância religiosa é um crime”, diz o jovem no vídeo, ao mostrar tijolos no chão em frente ao terreiro. 

Representantes do terreiro já registraram boletins de ocorrência sobre os dois ataques. Em nota, a  Polícia Civil confirmou o registro de um boletim. “Foi registrada na Delegacia Territorial de Eunápolis, na tarde de domingo (13), uma ocorrência de lesão corporal em frente a um terreiro de candomblé. De acordo com a comunicação feita à Polícia Civil, naquele dia, cerca de 20 fiéis de uma igreja evangélica se reuniram em frente ao local e proferiram ofensas à proprietária do templo da religião de matriz africana, que, ao rebater os impropérios, acabou agredida – assim como mais duas vítimas” detalha a nota da Polícia Civil, que ainda acrescenta que o caso está sendo devidamente investigado.

 

Fonte: Metro1