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Após assassinato de indígena, PGR cobra medidas de proteção aos Pataxós

por dudacambraia
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) cobrou, na noite de quarta-feira (24), medidas de proteção aos indígenas Pataxó Hã Hã Hãe, no sul da Bahia. As medidas foram cobradas pela Câmara de Populações Indígenas e Povos Tradicionais, órgão da PGR responsável pelo acompanhamento das políticas indígenas no país.A subprocuradora Eliana Torelly cobra medidas para regularização de terras indígenas. O governo da Bahia também anunciou a criação de um grupo de trabalho para discutir a questão dos conflitos por terras no estado e propor estratégias para a regularização.Na segunda-feira (22), Sonia Guajajara, Ministra dos Povos Indígenas do Brasil, visitou a aldeia no sul da Bahia.No mesmo dia, o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública da União (DPU) e a Defensoria Pública do Estado (DPE) da Bahia afirmam, em nota, que o assassinato de indígenas no sul da Bahia tem ligação com a existência de uma milícia formada por policiais militares que atua no estado. Relembre o casoUma indígena do povo Pataxó Hã Hã Hãe, identificada Maria de Fátima Muniz, conhecida como Nega Pataxó, de 52 anos, foi assassinada e outras quatro ficaram feridas por disparos de arma de fogo na Terra Indígena Caramuru-Catarina Paraguassu, no sul da Bahia, neste domingo (21).Cerca de 200 ruralistas da região se mobilizaram através de um chamado de WhatsApp, que convocava os fazendeiros e comerciantes para recuperar por meios próprios a posse da Fazenda Inhuma. Eles teriam cercado a área com dezenas de caminhonetes. O grupo se intitula como Movimento Invasão Zero.Dois fazendeiros foram presos em flagrante. Eles foram autuados por homicídio e tentativa de homicídio. Quatro armas de fogo foram apreendidas com eles.O autor dos disparos que vitimou Nega Pataxó e outro fazendeiro foram detidos, além de um indígena que portava uma arma artesanal. Segundo a Polícia Militar (PM), um fazendeiro foi ferido com uma flechada no braço, mas está estável.(Publicado por Duda Cambraia. Com informações de Felipe Souza e Luan Leão, da CNN, e da Agência Brasil.)

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